Fevereiro/2020

O resultado da pesquisa realizada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) nos demonstram um cenário preocupante, onde 61 milhões de brasileiros iniciaram 2020 endividados, pouco mais da metade (52,8%) dos inadimplentes tem dívidas em atraso de até R$ 1 mil.

A região Norte é a localidade com maior número de pessoas inadimplentes com 47,2% que correspondem a 5,9 milhões de pessoas, em seguida aparecem, Centro-Oeste com 42,4% ou 5,1 milhões de pessoas, Nordeste com 40,2% ou 16,6 milhões de pessoas, Sudeste com 37,4% ou 25,2 milhões de pessoas e Sul com 35,5% ou 8,2 milhões de pessoas.

Por se tratar de um assunto que envolvem finanças, bens, informações confidenciais, bens estar, crenças, perfil, entre outros, muitos não procuram ajuda, imaginam que sabem controlar vossas despesas ou que estão prestes a sair das dívidas, mas na verdade estão dentro de um ciclo vicioso e escravos do próprio trabalho.

Talvez você já tenha pensado algumas vezes, “Eu nunca vou conseguir me livrar das dívidas”, “Com o que eu ganho, eu nunca vou conseguir pagar o que devo”, “Só os ricos conseguem investir”, às vezes a gente se vê sem saída, sendo controlado pela vida financeira no lugar de controlá-la, mas é preciso fazer algo para sair dessa situação, o pior é saber que muitos não estão fazendo nada, deixando a vida levar, querendo as vezes seguir os passos de outras pessoas. Enquanto você seguir pegadas, não será capaz de criar o seu próprio caminho.

As respostas de perguntas bem elaboradas podem nos ajudar a entender e ter consciência de como está nossa vida financeira, “Qual a origem das minhas dívidas?”, “Há quanto tempo estou nas dívidas?”, “Quanto pago de taxas, tarifas e juros?”, “Eu realmente ganho pouco ou sou desorganizado financeiramente?”, “Porque pessoas ganham igual a eu, e estão vivendo em uma situação mais confortável?”, Qual o meu principal impedimento para sair das dívidas?”, essas e outras perguntas precisam existir para gerar reflexão.

Neste exemplo você pode entender que ganhar mais ou menos não significa que você não terá dividas ou poderá fazer investimentos. “Um rapaz ganhava 3 mil, pagava aluguel do apto, financiamento do carro, tv por assinatura, saia com os amigos e comprava roupas, no final do mês o saldo dele era R$ 0,00, ele vivia feliz porque não tinha dívidas. Um dia ele foi promovido e passou a ganhar 7mil, o que ele fez? Alugou um apto maior, financiou um carro melhor, liberou mais canais na tv por assinatura, comprou mais roupa e saiu mais vezes com os amigos, o saldo dele no final do mês continuou R$ 0,00 e por fim depois de alguns anos ele foi promovido novamente e passou a ganhar 12mil, e o que ele fez? Alugou um apto maior, financiou um carro melhor, liberou filmes, premiere e mais canais na tv por assinatura, comprou mais roupas que nem cabiam no guarda-roupas, saia com amigos para lugares mais caros e no final do mês o saldo dele era R$ 0,00 e ele continuava cada dia mais feliz. Mas um certo dia ele parou e pensou… o que eu construí em minha vida, qual o meu patrimônio, quanto tenho investido, quanto tenho em minha reserva emergência, se eu chegar aos 65 anos como vou pagar o meu plano de saúde? ” Ou seja, nesse exemplo não se gerou dívidas que normalmente é o que acontece, mas também não gerou nenhum ativo.

Algumas pessoas dizem que “a vida está ai para ser vivida”, e saem gastando tudo o que tem e o começam a gastar o que não tem, mas a grande maioria já estão parando para refletir e gostariam de ter um patrimônio, uma fonte de renda, ajudar filhos, fazer viagens e aproveitar a vida com consciência e planejamento.

Todas as pessoas têm um modelo mental que é desenvolvido desde a infância e construído através das suas experiências. De forma inconsciente, você possui hábitos, pensamentos e sentimentos sobre dinheiro que são responsáveis pelo seu sucesso ou fracasso financeiro.

É neste momento que entra a Gestão Financeira e Planejamento Financeiro.

A Gestão Financeira, academicamente falando, compreende em um conjunto de ações e procedimentos administrativos que visam maximizar os resultados econômicos e financeiros.

O Planejamento Financeiro é uma ferramenta de administração que consiste no processo de reconhecimento da situação financeira atual, junto com a determinação dos objetivos de onde se quer chegar e o estudo de possíveis caminhos a serem utilizados para alcançar esses objetivos.

Além das perguntas e respostas que são importantíssimas, seguem algumas dicas.

  • 1. Organize suas contas pessoais utilizando um controle mensal, anote tudo.
  • 2. Converse com especialistas ou até mesmo com familiares que compõem as receitas e despesas do mês para começar a gerar ideias.
  • 3. Economize, reduza ou elimine gastos desnecessários, negocie e busque alternativas.
  • 4. Defina seus objetivos e projetos financeiros de curto, médio e longo prazo, crie metas.
  • 5. Invista seu dinheiro, mesmo que pouco, hoje temos aplicações com valor inicial de R$ 100,00.
  • 6. Não tenha vergonha de viver de acordo com as suas condições financeiras.
  • 7. Fique atento com a utilização dos produtos e serviços bancários (cheque especial, empréstimos, cartão de crédito, taxas e tarifas), com a chegada das Fintechs e Bancos Digitais, podemos economizar e/ou não pagar por alguns serviços. Nem sempre os funcionários de bancos nos oferecem o que é melhor para os clientes.
  • 8. Se programe para ter tempo e separe uma quantia para fazer algo que lhe traga prazer e te faça feliz.
  • 9. Você não precisa ser conhecido como “mão fechada”, o proibido é gastar mal ou “jogar dinheiro no lixo”.
  • 10. Revisite todos os itens com frequência (diário, semanal, mensal e anual, conforme necessidade).

Tenha Foco, Disciplina e Sonhos para que a sua automotivação seja alimentada diariamente.

Até a próxima.